sábado, 22 de fevereiro de 2014

Alimentação nos primeiros 5 anos de vida

ALIMENTAÇÃO NOS PRIMEIROS 5 ANOS DE VIDA

Aos papais e familiares,

Sabemos que a alimentação é fundamental para o crescimento saudável de suas crianças e que também não é uma tarefa muito fácil para alguns papais e familiares. Misturar gosto, sabor, criatividade e nutrientes importantes para o crescimento adequado às vezes não é tão fácil assim e inúmeras vezes escutar de seu pequenino “Eu não gosto disso”, deixam dúvidas sobre o quer a criança vai COMER.

Estudos afirmam que é necessário a criança experimentar de 8 à 10 vezes o mesmo alimento para aí sim ela não apreciar o determinado alimento. Claro que a introdução de qualquer alimento novo no plano alimentar deve ser de forma gradual, oferecendo hoje uma vez, após três dias outra vez, uma semana depois e assim sucessivamente.

Outro termo que merece considerações nessa faixa etária é a “má nutrição” infantil, na qual engloba a CARÊNCIA ou EXCESSO de nutrientes, apesar de normalmente ser utilizado como sinônimo de doença carencial ou desnutrição são causados principalmente por dois fatores, das quais: uma ingestão inadequada referente problemas socioeconômicos ou psicoafetivos e/ou pela má absorção de nutrientes devido à perda sistêmica (diarréia, hemorragia, poliúria, sudorese excessiva, infecções e estados hipercatabólicos) gerando consequências como: edemas principalmente nos membros inferiores, perda de tecido muscular, atraso no crescimento ósseo, distúrbios mentais, predisposição a infecções de repetição e até mesmo alterações cutâneas.

Por outro lado, a obesidade infantil é um problema grave nos dias atuais, refletindo interações complexas entre fatores genéticos e ambientais. Todavia, a influência nutricional é evidente que a alimentação infantil tem se modificado ao longo dos anos, desde a redução do aleitamento materno adequado, e, posteriormente influenciada pela diminuição da atividade física, na qual implicam na gênese da obesidade, que por sua vez, aumentam os riscos de casos de diabetes melito tipo 2 e de doenças cardiovasculares na vida adulta dessa população.

O Ministério da Saúde orienta como instrumento a ser aplicado na elaboração do plano alimentar adequado para as crianças de 6 meses a 23 meses de idade a Pirâmide Alimentar Infantil. Na qual merece destaque os macronutrientes (carboidratos, fibras, lipídios e proteínas) seu consumo deve ser diário, além de serem os nutrientes responsáveis de prover a energia necessária para o organismo. Já em relação aos micronutrientes, a deficiência em especial de cálcio, ferro, iodo, zinco, vitaminas A e D para essa faixa etária pode promover déficit de crescimento e outros efeitos no desenvolvimento e na saúde da criança.

Abaixo você pode visualizar as fontes alimentares respectivas aos nutrientes de destaque:
NUTRIENTE
FONTES ALIMENTARES
Cálcio
Brócolis, leite e derivados, amêndoas, sardinha, ostra e queijos.
Ferro
Carnes, vísceras, amêndoas, frutas secas, grãos integrais e folhosos verdes-escuros.
Iodo
Cereais e hortaliças, frutos do mar, leite e derivados e sal de cozinha (com moderação).
Zinco
Carne bovina, leguminosas, oleaginosas, ostra e pescados.
Vitamina A
Cenoura,abóbora,couve,vegetais amarelo-alaranjados, brócolis e vegetais verde-escuros.
Vitamina D
Leite, sardinha, atum, salmão e óleos vegetais.

Com carinho,

Dra. Kenia Cleopatra Molmelstet

Nutricionista – CRN / 4378

keniacleopatra@yahoo.com.br

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